Mário Montaut e Floriano Martins se aliam à talentosa Ana Lee em um disco, ou seria compilação de poemas musicais? O que importa é que as 17 canções são de transboradar a emoção, com letras cativantes e melodias perturbadoras. O talento da dupla é tanto, que até mesmo na hora de chamar um terceiro elemento a sua obra fizeram um acerto sem igual, Ana Lee desbanca várias "estrelas" renomadas da MPB com sua voz totalmente pura, sem pasteurização. Vale destacar as canções "Quero ser Tua Mulher", "Agosto" e Poema Errante".

MÁRIO MONTAUT é brasileiro, italiano, espanhol, índio, mouro, francês... Desenvolve uma sequência de composições que vêm à luz, já em três trabalhos: "Bela Humana Raça" (Dabliú), Samba De Alvrakélia" e "Brincos Do Mar E O Infinito". (Este último em parceria com Floriano Martins, conta com interpretações de Ana Lee). São muitos anos de paixão artística, num panorama que inclui Dorival Caymmi, René Magritte, Ana Lee, Beatles, Vicente Thiné,  Augusto de Campos, José Carlos Costa Netto, Borges, Cássio Gava, Regina Hasegawa, Chico, Gil, Roberto  Gava, Bráu Mendonça, Debussy, Floriano Martins, Cartola, Graco Braz Peixoto, Ozias Stafuzza, André Breton, Mário Carvalho, Stones, Blavatsky, e muitos outros amores, indispensáveis à sua criação, que abarca, além das canções, poemas, textos, roteiros e mais. Mário Montaut é basicamente um parceiro de todos os seus contemporâneos e ascendentes, humanos ou não, saibam eles ou não. Índios, Negros, Europeus, Sem Terra, Brisas, Baleias, Maremotos, Chuvas, Livros, Discos, Beijos e Trovões Em Todas As Roseiras.

Mário Montaut e Floriano Martins: “Brincos do mar e o infinito…” (2007)

Scritto da Antonio Forni

Italia, 3 febbraio 2010

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Il cantante e compositore paulistano Mário Montaut stringe una fruttuosa alleanza artistica con il poeta e letterato cearense Floriano Martins in questo disco insolito e controcorrente, atipico sia nei toni che nella struttura. Con il supporto della voce delicata di Ana Lee, conterranea di Montaut e accompagnato da sensibili strumentisti, il sodalizio presenta diciassette sonetti in musica, difficilmente definibili «canzoni» tout court.

O cantor e compositor paulistano mario montaut firma uma frutífera aliança artística com o poeta e literato cearense floriano martins neste disco insólito e contracorrente, atípico tanto nos tons como na estrutura. com o apoio da voz delicada de ana lee, patrícia de montaut e acompanhado por sensíveis instrumentistas, o grupo apresenta 17 sonetos em música, dificilmente definíveis como "canções" apenas.

La copertina del cd

A capa do cd

Che la profezia formulata da Chico Buarque in "Palavra (en)cantada" sia sul punto di avverarsi? Che la costruzione tradizionale e il destino stesso del formato-brano stiano già cambiando, confermando il vaticinio del grande letrista carioca? Che, nel rapporto tra musica e testo, la nota sia destinata a rivestire un ruolo secondario rispetto alla parola o, comunque, a perdere preponderanza? Niente di tutto ciò. In questo lavoro, semplicemente, rivive la vecchia idea del concept album, tanto cara al rock progressivo degli anni settanta ma anche a Vinícius e Toquinho. Pure in "Brincos do mar e o infinito..." le tracce descrivono orbite concentriche intorno al tema dell'emozione e nel loro insieme costituiscono i tasselli di un mosaico. Certo la poesia e la poetica qui sono fondamentali, ma il loro amalgama sonoro con la melodia risulta comunque armonioso ed equilibrato. E l'impegno profuso nella realizzazione di un opera da ascoltare nella sua totalità, secondo una precisa successione, è sinceramente rinfrancante. Tanto da farci pensare che il paradosso espresso da Buarque nel documentario diretto da Helena Solberg costituisse una geniale provocazione. Tra soavi e bucoliche atmosfere vagamente cinquecentesche, create da echi di fagotti, arpe, viole e violoncelli, Montaut e Martins viaggiano in aperta campagna surrealista, incontrando lungo il percorso modinha, seresta, fado e ballate pure.
Peregrinando attraverso varie stazioni della suggestione, passano per la flamenca "Quero ser a tua mulher", la lusitana "Agosto", la fervorosa "Procissão", l'indolente "Antes da partida" e la cantilenante "Vício secreto". Non serve concepire sillogismi o escogitare astrazioni per definire questo libro sonoro. Basta il titolo di uno dei suoi capitoli. Quello scritto dal bardo e dal menestrello è un "Poema errante", che va letto con il cuore. ****

Que a profecia formulada por Chico Buarque em "Palavra (en)cantada" esteja a ponto de tornar-se real? Que a construção tradicional e o próprio destino do formato canção já estejam mudando, confirmando o vaticínio do grande letrista carioca? Que, na relação entre música e texto, a nota seja destinada a revestir um papel secundário em relação à palavra ou, de todo modo, a perder preponderância?? Nada disso. Neste trabalho, simplesmente, revive a velha idéia do álbum-conceito, tão cara ao rock progressivo dos anos 70 mas também a Vinícius e Toquinho. Mesmo em "Brincos do mar e o infinito..." os traços descrevem órbitas concêntricas em torno do tema da emoção e em seu conjunto constituem as peças de um mosaico. Certo que a poesia e a poética aqui são fundamentais, mas seu amálgama sonoro com a melodia resulta de qualquer modo harmonioso e equilibrado. E o empenho profus o na realização de uma obra a ser ouvida em sua totalidade, segundo uma precisa sucessão, é sinceramente assegurador. Tanto que nos faz pensar que o paradoxo expresso por Buarque no documentário dirigido por Helena Solberg constituísse uma genial provocação. Entre suaves e bucólicas atmosferas vagamente cinqüentistas, criadas por ecos de fagotes, harpas, violas e violoncelos, Montaut e Martins viajam em aberta campanha surrealista, encontrando ao longo do percurso modinha, seresta, fado e bailados puros. 

Peregrinando através de várias estações da sugestão, passam pela flamenca "Quero ser a tua mulher", a lusitana "Agosto", a fervorosa "Procissão", a indolente "Antes da partida" e a cantilena "Vício secreto". Não cabe conceber silogismos e cogitar abstrações para definir este livro sonoro. Basta o título de um de seus capítulos. Aquele escrito pelo bardo e pelo menestrel é um "Poema errante", que deve ser lido com o coração.

 

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14/3/2009
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